BAIQ39 | COBERTURA DE ETF

Exposição às empresas líderes de Inteligência Artificial e Big Data

Global X Artificial Intelligence & Technology ETF (BAIQ39, AIQ)

O BAIQ39 oferece acesso, pela B3, a uma cesta global de empresas posicionadas
para se beneficiar do desenvolvimento e da utilização da inteligência artificial em
seus produtos e serviços, bem como de fabricantes de hardware especializado
em IA e análise de Big Data. Ao contrário de ETFs de tecnologia amplos, o BAIQ39
aplica um filtro rigoroso de exposição, reunindo em uma única cota
desenvolvedores de IA, provedores de IA como serviço (AIaaS), fabricantes de
semicondutores voltados à IA e empresas de computação quântica. Em um
momento em que a IA está deixando de ser uma ferramenta especializada para
se tornar a infraestrutura central da economia digital, o BAIQ39 posiciona o
investidor brasileiro no coração da maior transformação tecnológica do nosso
tempo, com acesso em reais e negociação direta na B3.
Global X Artificial Intelligence & Technology ETF (BAIQ39, AIQ)
Fonte: Global X, ETFdb.com | Elaborado pelo Hub do Investidor
Principais Pontos do ETF:
Fonte: Global X | Elaborado pelo Hub do Investidor
I) Acesso simples e diversificado ao tema de IA: O BAIQ39 oferece, em uma
única cota negociada diretamente na B3, exposição a uma cesta global de
empresas de inteligência artificial, sem a necessidade de selecionar
individualmente companhias num setor altamente técnico, disperso
geograficamente e em constante transformação.
II) Exposição transversal a toda a cadeia de valor da IA: Diferente de ETFs
focados apenas em hardware ou apenas em software, o BAIQ39 combina em uma
única carteira desenvolvedores de IA, provedores de AIaaS e fabricantes de chips e
hardware especializado. Essa abordagem transversal garante ao investidor
participação ao longo de toda a cadeia de criação de valor da inteligência artificial
com critérios de elegibilidade que filtram apenas as empresas com exposição
direta e relevante ao tema.
III) Proteção cambial e acesso ao epicentro tecnológico global: Por investir em
empresas de mercados desenvolvidos ao redor do mundo e incorporar
naturalmente a variação do dólar, o BAIQ39 funciona como proteção contra
desvalorizações do real, sem a necessidade de abrir conta no exterior ou lidar com
a complexidade operacional dos mercados globais.

CARACTERÍSTICAS DOS ETFS

O que é um ETF e quais suas características?

Um ETF é um fundo negociado em bolsa: você compra e vende cotas em tempo real na B3, com carteira transparente,
metodologia pública, taxas geralmente baixas e boa liquidez. Em uma única cota, ele replica um índice de referência, podendo
dar acesso a ações locais ou internacionais, renda fixa, criptoativos e commodities (ex.: ouro), o que facilita a diversificação sem
montar posição papel a papel. Outra característica importante é a ausência de come-cotas: ETFs não sofrem a antecipação
semestral de IR típica de alguns fundos. Nos ETFs que reinvestem proventos, dividendos, JCP, cupons e ganhos da carteira são
reaplicados dentro do próprio fundo sem tributação imediata para o cotista; o imposto incide depois, conforme a regra do
tipo de ETF e quando há alienação da cota. Já nos ETFs que distribuem proventos, há IR de 15% sobre o valor pago, normalmente
retido na fonte pelo administrador. Quanto à cota em si, o ganho de capital em ETFs de ações/cripto é, em geral, 15% (20% em
day trade), sem a isenção de vendas até R$ 20 mil, e o recolhimento via DARF é de responsabilidade do investidor; em ETFs de
renda fixa, o IR é retido na fonte, na prática usualmente 15% dado o prazo médio das carteiras.

Como entender e analisar a liquidez de um ETF?

A liquidez de ETFs não se limita ao “volume de tela”. Diferente de alguns ativos, o ETF é um fundo aberto: novas cotas podem
ser criadas ou destruídas continuamente conforme a demanda. Esse mecanismo, operado por participantes autorizados e
formadores de mercado, transforma fluxos de compra e venda em criação/remoção de cotas, mantendo o preço de negociação
muito próximo ao valor da cesta do índice (iNAV). Assim, ágio ou deságio relevantes tendem a ser arbitrados rapidamente,
porque o número de cotas se ajusta. Na prática, ordens grandes não dependem apenas do book visível; elas podem ser
atendidas por meio da criação de cotas, com custo ligado ao spread e à liquidez dos ativos da carteira (e não ao “volume do ETF”
em si). Por isso, ao avaliar liquidez, é mais importante entender quão negociáveis são as ações/títulos que compõem o
índice, além da presença de market makers e do histórico de spreads. Em carteiras com papéis menos líquidos, os spreads
podem ser maiores e o custo de transação subir; em índices amplos e líquidos, a formação de preço costuma ser mais eficiente,
com menor desvio do índice e execução mais previsível

O crescimento da indústria de ETFs

O mercado de ETFs no Brasil vive um momento de expansão: são hoje mais de 150 ETFs listados na B3 e os ativos sob gestão já
alcançaram R$ 100 bilhões, um salto expressivo frente aos R$ 54 bilhões de 2024. Mesmo assim, o segmento representa menos
de 1% da indústria de fundos brasileira, que soma R$ 10,7 trilhões, o que evidencia o espaço ainda disponível para crescer. Nos
EUA, a dificuldade recorrente da gestão ativa em superar o mercado e os custos mais baixos dos indexados fizeram os fundos de
índice ultrapassarem a gestão ativa em novembro de 2025: US$ 19,12 tri contra US$ 17,46 tri. Globalmente, a indústria de ETFs
atingiu US$ 19,44 tri no mesmo período. Canadá e Japão já acumulam, respectivamente, cerca de US$ 563 bi e US$ 648 bi em
ETFs; a América Latina toda soma pouco mais de US$ 22 bi, contexto que reforça o potencial de crescimento do Brasil.

O superciclo da IA: de chatbots a uma nova era da economia

A inteligência artificial já existia como campo de pesquisa há décadas, mas sua aplicação era restrita a organizações com amplos
recursos computacionais e equipes altamente especializadas. Tudo mudou com o lançamento do ChatGPT, em novembro de
2022, que transformou a IA de ferramenta de laboratório em utilidade de massa acessível a qualquer pessoa com conexão à
internet. Em questão de meses, a IA migrou de nicho para corrente principal, refletindo o que a Global X descreve como a
transição da Era da Informação para a Era da Inteligência, um salto qualitativo em que máquinas passam a não apenas
processar dados, mas aprender, raciocinar e agir de forma autônoma, desbloqueando novos níveis de produtividade para
consumidores e empresas em escala sem precedentes.
Dois elementos tornam este superciclo fundamentalmente diferente de booms tecnológicos anteriores. Primeiro, a IA generativa
não exige que os consumidores adquiram novo hardware: ela escala por meio de dispositivos e redes já existentes, o que
garante uma demanda reprimida estruturalmente grande por capacidade computacional nos centros de processamento.
Segundo, a aplicabilidade da IA é horizontal: ela atravessa praticamente todos os setores relevantes da economia, da
manufatura e finanças à saúde e cibersegurança, incorporando inteligência onde quer que existam dados, o que acelera as
curvas de adoção e amplifica o impacto econômico de forma muito mais ampla do que tecnologias anteriores. Kim Posnett, cochefe global de banco de investimento do Goldman Sachs, sintetizou bem essa lógica ao afirmar que a IA deixou de ser uma
tendência tecnológica isolada e se tornou um disruptor horizontal, capaz de ampliar o apetite por fusões e aquisições
estratégicas em todos os setores da economia. O Goldman Sachs estima que os resultados do setor de tecnologia avançaram a
um ritmo mais de três vezes superior ao do S&P 500 nas últimas duas décadas e a IA generativa pode amplificar ainda mais essa
tendência, alimentando uma nova onda de crescimento de lucros para os provedores da infraestrutura e as grandes plataformas
de IA.

INVESTINDO EM IA

As três ondas de transformação

A ideia da inteligência artificial geral (AGI), comumente descrita como tecnologia capaz de pensar, raciocinar e agir como seres
humanos, está deixando de ser teórica e ganhando forma prática. Os avanços em grandes modelos de linguagem e a expansão
acelerada dos centros de dados de IA estão aproximando as máquinas da inteligência de nível humano a uma velocidade que
analistas de Wall Street reconhecem ter subestimado sistematicamente. O Goldman Sachs, em seu Briefing de janeiro de 2026,
aponta que analistas consistentemente subestimaram o volume de investimentos direcionados à IA, e que os provedores de
infraestrutura digital devem alocar mais de meio trilhão de dólares em gastos de capital apenas em 2026.
A Global X descreve essa transformação como uma evolução em três ondas reforçadoras. A primeira é a dos modelos de
raciocínio mais sofisticados, capazes de generalizar entre tarefas diversas e operar com contextos muito mais amplos do que os
modelos iniciais, passando de respostas estáticas a assistentes que se adaptam e se reprogramam com base em resultados. A
segunda onda é a dos agentes autônomos: sistemas de software capazes de planejar, raciocinar e executar tarefas em múltiplas
etapas sem supervisão humana, interagindo com outros softwares, bancos de dados e sistemas de IA para entregar resultados
concretos, não apenas respostas. Exemplos iniciais já incluem bots de suporte que gerenciam fluxos completos de atendimento
e agentes de programação que iteram de forma autônoma. À medida que suas capacidades se desenvolvem, eles tendem a
embaralhar a fronteira entre software e trabalho humano, abrindo novas formas de produtividade e expansão de margens em
praticamente todas as indústrias. A terceira onda, ainda emergente, é a da IA física: robôs, drones e sistemas autônomos que
levam inteligência para o mundo real, do chão de fábrica à logística de armazéns e aos veículos autônomos. A queda nos custos
de processamento e a melhoria dos modelos multimodais estão acelerando essa transição, estendendo o potencial econômico
da IA dos servidores de nuvem para a economia real.
O CIO da Goldman Sachs descreveu cinco evoluções centrais que marcam esse processo: a IA tornando-se um sistema
operacional independente, capaz de executar tarefas de forma autônoma; a expansão dos contextos com que os modelos
operam, permitindo respostas muito mais personalizadas e precisas; o surgimento dos agentes pessoais autônomos, que farão
automaticamente o que hoje fazemos com aplicativos; a criação de uma nova economia de serviços baseada em agentes, em
que empresas cobrarão pelos tokens consumidos pelos modelos; e o aprendizado contínuo como a habilidade mais valiosa do
mercado de trabalho, num ambiente em que a IA amplia as capacidades de quem souber utilizá-la.

A infraestrutura invisível: semicondutores, data centers e memória

A IA pode não exigir novo hardware do consumidor final, mas depende de enormes centros computacionais compostos por
milhares de chips integrados com sistemas de memória, armazenamento e energia. Em 2025, os cinco maiores provedores de
infraestrutura digital (Amazon, Google, Meta, Microsoft e Oracle) tiveram gastos de cerca de US$ 400 bilhões em infraestrutura
de IA, com a maior parte direcionada a chips e data centers. Para 2026, esse número pode se aproximar de US$ 650 bilhões, de
acordo com anúncios das próprias Big Techs. Mas essa capacidade não pode ser construída da noite para o dia: um data center
moderno leva em média 18 meses para ser concluído, e licenças de energia, transformadores e conexões com a rede elétrica
tornam o processo ainda mais lento. Esse descompasso entre a velocidade da demanda e a velocidade da oferta prolonga o ciclo
de construção e amplia o conjunto de beneficiários além das grandes empresas de tecnologia. Até 2030, o gasto cumulativo
global na infraestrutura de IA pode alcançar US$ 6,7 trilhões, dos quais mais de US$ 3,1 trilhões destinados especificamente a
processadores e hardware computacional.
O mercado global de chips cresceu 22% em 2025 e deve avançar mais 26% em 2026, aproximando-se de US$ 975 bilhões em
faturamento total, com os chips de IA generativa respondendo por cerca de US$ 500 bilhões desse total, ou quase metade de
toda a indústria. A Nvidia, o principal fornecedor de chips de processamento (GPUs) para IA, embarcou cerca de 5,2 milhões de
unidades da família Blackwell em 2025, ao ritmo de aproximadamente 72 mil GPUs por semana, o ciclo de crescimento mais
rápido da história da empresa. Para cada dólar gasto em chips de processamento de IA, outros US$ 1,00 a 1,50 fluem para o
ecossistema ao redor (memória, empacotamento avançado, sistemas de resfriamento e infraestrutura de redes), criando uma
cadeia de beneficiários muito mais ampla do que o mercado inicialmente percebia. A infraestrutura de redes dos data centers,
por exemplo, deve crescer de US$ 20 bilhões em 2025 para US$ 75 bilhões em 2030, uma taxa de crescimento anual de 30%.
Dentro dessa cadeia, um gargalo específico emergiu como o tema dominante do mercado de semicondutores em 2025 e 2026: a
memória de alta largura de banda (HBM). Por maior que seja o poder de processamento de um chip de IA, é a quantidade de
dados que podem ser movidos e a sua velocidade que determina o desempenho real dos grandes modelos de linguagem, que
operam sobre bilhões a trilhões de parâmetros. A HBM foi desenvolvida justamente para resolver esse problema, empilhando
chips de memória verticalmente e posicionando-os próximos ao processador para entregar largura de banda excepcional com
maior eficiência energética. Após os preços de HBM subirem 246% em 2025, os fornecedores estavam com toda a capacidade
comprometida até 2026. O mercado de HBM deve crescer mais 58% em 2026, atingindo US$ 54,6 bilhões, e avançar a 42% ao
ano até chegar a US$ 100 bilhões em 2028, dois anos antes das previsões anteriores, o que ilustra a aceleração da demanda
estrutural. O perfil das maiores posições do BAIQ39 reflete diretamente essa dinâmica: SK Hynix (4,28%) e Samsung Electronics
(4,11%), os dois maiores produtores de HBM do mundo, juntos respondem por mais de 8% da carteira do ETF. A SK Hynix detém
57% do mercado global de HBM em receita e 62% em volume de embarques, tendo lançado o HBM4 em setembro de 2025, com
ganhos de 60% em desempenho e 40% em eficiência energética sobre a geração anterior. Esse liderança já se reflete nos
fundamentos da empresa: a receita da SK Hynix avançou quase 45% em 2025, com o lucro operacional praticamente dobrando.

A camada de aplicações: onde o valor vai se concentrar

Semicondutores e hardware permanecem indispensáveis, mas ciclos tecnológicos anteriores indicam que a camada de
aplicações captura a maior parte dos lucros uma vez que as plataformas amadurecem. Assim como os smartphones abriram
espaço para trilhões de dólares em valor de software além do chip, com App Store, streaming, redes sociais e serviços
financeiros digitais, acredita-se que o motor de lucros de longo prazo da IA reside no ecossistema de aplicações e agentes que
monetiza a inteligência em escala. À medida que o custo do processamento de IA continua caindo com a construção de novos
data centers e a evolução dos algoritmos, mais casos de uso se tornam economicamente viáveis, conforme exposto
anteriormente sobre as 3 ondas da IA. Essa perspectiva é especialmente relevante para o investidor do BAIQ39: ao combinar na
mesma carteira líderes de hardware (SK Hynix, Samsung, TSMC, NVIDIA, Micron) com grandes plataformas que utilizam e
desenvolvem IA em escala (Meta, Alphabet, Microsoft, Oracle, Palantir, Amazon), o ETF oferece exposição a toda a jornada da IA.
O timing de quando cada camada captura mais valor é incerto — mas a amplitude temática do índice reduz o risco de estar
posicionado na etapa errada dentro de uma transformação secular que ainda está em seus estágios iniciais.

SOBRE O ETF E O ÍNDICE

Sobre a Gestora – Global X

A Global X foi fundada em 2008 e faz parte do Grupo Mirae Asset, um dos maiores conglomerados financeiros da Ásia, com mais
de 16 mil funcionários, escritórios em mais de 60 países e mais de US$ 700 bilhões em ativos sob gestão. Com sede em Nova
York, a Global X é especializada na gestão de ETFs temáticos e diferenciados, contando atualmente com mais de 200
funcionários e mais de US$ 100 bilhões em ativos sob gestão em ETFs. A gestora desenvolveu uma reputação por identificar
tendências estruturais de longo prazo e transformá-las em produtos de investimento acessíveis. Sua linha de produtos abrange
desde ETFs de tecnologia disruptiva, como o AIQ (Artificial Intelligence & Technology ETF), até fundos focados em geração de
renda, como o SDIV (SuperDividend ETF), além de uma robusta oferta de ETFs de commodities, incluindo ouro, prata, urânio e
outros metais. A Global X se posiciona como líder em ETFs temáticos, oferecendo aos investidores acesso a megatendências
globais através de uma estrutura transparente, líquida e eficiente em termos de custos.

Sobre a Administradora do Índice – Indxx

A Indxx é uma provedora global de índices fundada em 2005, com sede em Nova York e escritórios em Mumbai. Especializada
em índices temáticos e de nicho, a Indxx já soma mais de US$ 45 bilhões em ativos rastreando seus índices ao redor do mundo.
A empresa desenvolveu uma ampla biblioteca de índices voltados para megatendências globais como inteligência artificial,
robótica, saúde digital, infraestrutura e energia limpa.

O Índice Referência: Indxx Artificial Intelligence & Big Data Index

O Indxx Artificial Intelligence & Big Data Index foi desenvolvido para capturar o desempenho de empresas listadas ou
incorporadas em mercados desenvolvidos posicionadas para se beneficiar do desenvolvimento e da utilização da inteligência
artificial em seus produtos e serviços, bem como de fabricantes de hardware utilizado em IA aplicada à análise de Big Data. A
construção do índice segue um processo rigoroso de três etapas.
Na Etapa 1 – Universo elegível, os títulos são filtrados por listagem principal ou incorporação em países como Estados Unidos,
Canadá, Taiwan, Coreia do Sul, principais países da Europa Ocidental, Austrália, Hong Kong, Japão, Nova Zelândia e Cingapura.
ADRs e GDRs de empresas incorporadas ou com listagem primária na China também são elegíveis. Os critérios quantitativos
mínimos exigem capitalização de mercado total de pelo menos US$ 2 bilhões para a Categoria 1 e US$ 500 milhões para a
Categoria 2, além de volume médio diário negociado nos últimos seis meses de pelo menos US$ 2 milhões.
Na Etapa 2 – Seleção e pontuação, os títulos aprovados são submetidos a pesquisa aprofundada pela equipe da Indxx. As
empresas são classificadas em duas categorias: Categoria 1, que reúne Desenvolvedores de IA e Provedores de AIaaS (empresas
que desenvolvem e utilizam IA em seus próprios produtos e serviços, ou que oferecem capacidades de IA como serviço a
terceiros via plataforma cloud); e Categoria 2, que inclui Fabricantes de Hardware de IA e empresas de Computação Quântica
(produtoras de semicondutores, memória e outros componentes utilizados especificamente para aplicações de IA). Cada
empresa recebe uma pontuação de exposição (Exposure Score) avaliada por critérios como nível de aplicação da IA em produtos
essenciais, status de provedora de AIaaS, aquisições relevantes de empresas de IA e investimento significativo em P&D no tema.
Na Etapa 3 – Composição final e ponderação, as 60 melhores empresas da Categoria 1 e as 25 melhores da Categoria 2 são
selecionadas com base em suas pontuações de exposição. A ponderação é baseada em capitalização de mercado modificada,
com teto de 3% por empresa para aquelas com Exposure Score acima de 20%, e teto de 1% para aquelas com pontuação inferior
a 20%. Um piso mínimo de 0,3% por constituinte é aplicado. O índice passa por reconstituição anual em janeiro e
rebalanceamento semestral em julho, com revisão de IPOs relevantes

ANÁLISE DO ÍNDICE

Composição por país

Os Estados Unidos dominam a carteira com 66,4% do portfólio, reflexo da posição do país como epicentro global do
desenvolvimento de IA, concentrando as maiores plataformas de tecnologia do mundo. A Coreia do Sul aparece como segundo
maior país com 7,4%, representada principalmente por SK Hynix e Samsung Electronics, os dois líderes globais em memória de
alta largura de banda (HBM), componente crítico para a infraestrutura de IA. A China representa 6,0% da carteira, com
exposição a grandes plataformas de cloud e IA via ADRs e listagens em Hong Kong. Taiwan contribui com 5,0%, via companhias
do ecossistema de semicondutores, sendo a TSMC a maior fabricante de chips por contrato do mundo. A Alemanha aparece
com 4,7%, liderada por SAP e Siemens, representantes europeus de software empresarial e automação industrial com IA
embarcada. Irlanda e Canadá completam o bloco seguinte com 2,6% cada, seguidos por Japão (1,9%), Finlândia (0,9%), Países
Baixos (0,8%) e Suécia (0,4%).

Composição por ação

As dez maiores posições do BAIQ39 refletem a lógica estrutural do índice, com SK Hynix (4,28%) seguida de perto por Samsung
Electronics (4,11%), evidenciando o papel central da memória HBM na infraestrutura de IA e a dominância da Coreia do Sul
nesse nicho estratégico. Netflix (3,89%) vem na sequencia, sendo uma empresa que utiliza IA de forma profunda em sistemas
de recomendação, compressão de vídeo e produção de conteúdo. Broadcom (3,68%) e TSMC (3,56%) refletem,
respectivamente, a camada de semicondutores customizados para IA e a fabricação de chips de ponta. Cisco (3,49%) representa
a infraestrutura de redes necessária para conectar data centers de IA em escala. Micron (3,38%), Apple (3,29%), NVIDIA
(3,23%) e Amazon (3,23%) completam o bloco, reunindo fabricação de memória, ecossistema de hardware, processamento
gráfico para IA e infraestrutura de cloud.

RESULTADOS E RECOMENDAÇÃO]

Principais riscos associados

O BAIQ39 reúne riscos típicos de um ETF setorial de ações e, ao mesmo tempo, riscos específicos do setor de tecnologia e
inteligência artificial. O primeiro e mais imediato é o risco de mercado: por se tratar de um ETF de ações com concentração
temática, o fundo pode cair de forma expressiva em momentos de estresse global, aperto monetário ou deterioração do apetite
por risco, independentemente dos fundamentos das empresas que compõem o índice. Associado a isso, há o risco de
valuation: empresas de IA têm negociado a múltiplos elevados, sustentados pelas expectativas de crescimento acelerado de
lucros, e qualquer revisão para baixo dos gastos em capex pelos hiperscalers ou compressão de múltiplos em ambientes de
juros mais altos pode gerar quedas. Há também o risco de concentração geográfica: com cerca de 55% do portfólio alocado
em empresas listadas nos Estados Unidos, o BAIQ39 é sensível ao ambiente regulatório, fiscal e macroeconômico americano,
incluindo mudanças nas políticas de exportação de tecnologia e decisões do Federal Reserve. O risco geopolítico é
particularmente relevante neste caso: parte importante da cadeia de semicondutores está concentrada em Taiwan (TSMC) e
Coreia do Sul (Samsung, SK Hynix), regiões com histórico de tensão geopolítica, e qualquer disrupção nessas cadeias de
suprimento pode impactar materialmente as principais posições do índice. Há ainda o risco de ciclo: assim como a IA
impulsionou um superciclo de investimentos em infraestrutura, qualquer sinal de que os retornos sobre esse capex são
menores do que o esperado pode reverter abruptamente o sentimento do mercado. O histórico de ciclos tecnológicos mostra
que mesmo teses estruturalmente corretas passam por correções. Por fim, vale destacar o risco cambial: por não contar com
hedge, o retorno em reais incorpora diretamente a variação do dólar, podendo reduzir ou amplificar o retorno dependendo do
cenário.

Recomendação

A tese do BAIQ39 é estruturalmente sólida e respaldada por um dos mais expressivos ciclos de investimento da história
corporativa. A inteligência artificial não é apenas uma tecnologia disruptiva. É uma plataforma habilitadora capaz de remodelar
a produtividade e a geração de valor em praticamente todos os setores da economia. O ciclo de capex em andamento, estimado
em US$ 650 bilhões pelos hiperscalers apenas em 2026 e em até US$ 6,7 trilhões ao longo desta década, cria uma base
estrutural de demanda para as empresas da carteira do BAIQ39 que vai muito além de um ciclo de moda tecnológica. O principal
diferencial do BAIQ39 em relação a ETFs de tecnologia amplos está na especificidade do filtro: o Indxx Artificial Intelligence & Big
Data Index não inclui qualquer empresa de tecnologia, mas apenas aquelas com exposição direta e mensurável ao
desenvolvimento e à utilização de IA. Isso produz uma carteira com concentração temática superior, capturando tanto os
habilitadores de infraestrutura (semicondutores, memória, data centers) quanto as plataformas de aplicação que monetizam a
inteligência em escala. A leitura mais equilibrada é tratar o BAIQ39 como uma posição temática de convicção dentro de uma
carteira diversificada, com horizonte de longo prazo compatível com o ritmo de transformação estrutural da IA. O ETF pode
fazer sentido para investidores que buscam exposição concentrada ao principal tema de crescimento desta década, aceitam
volatilidade típica de mercado acionário e têm horizonte de investimento de ao menos 3 a 5 anos. Não recomendamos o
produto como posição única ou predominante em carteira, dado o risco de concentração setorial e a sensibilidade a ciclos
de sentimento em torno do tema de IA

RATING HUB DO INVESTIDOR

O Rating de ETFs Hub do Investidor foi criado para avaliar os ETFs em quatro dimensões complementares. O objetivo é
oferecer uma visão independente e criteriosa sobre a qualidade de cada produto, ajudando o investidor a tomar decisões mais
informadas.
Tese – avaliamos a relevância e o momento da tese ou estratégia por trás do ETF. Por relevância, consideramos a importância
dessa exposição dentro de uma carteira de investimentos bem diversificada, a pertinência do tema no cenário econômico
(para ETFs temáticos) e se a estratégia em questão tem embasamento técnico e teórico (para ETFs de estratégias específicas e
fatores).
Índice – avaliamos a qualidade das regras que definem a carteira do ETF. Analisamos os critérios de seleção e exclusão de
ativos, a metodologia de ponderação adotada e a existência de tetos de concentração que evitem exposição excessiva a
poucos papéis.
Eficiência – analisamos a taxa de administração e os custos gerais do fundo, a política de aluguel de ações e se essa receita é
repassada ao cotista, além da eficiência tributária tanto dentro do fundo quanto para o investidor final.
Liquidez – por ser um fundo aberto com possibilidade de criação ou destruição de cotas a qualquer momento, a liquidez do
ETF em si não é o único fator que impacta a sua facilidade de negociação e o spread entre compra e venda. Para isso,
precisamos analisar a presença de formadores de mercado contratados, volume médio negociado em bolsa e principalmente,
a liquidez dos ativos subjacentes.

Tese (4/5) – O BAIQ39 captura o tema mais relevante e com maior potencial de crescimento no atual momento
corporativo e tecnológico. O BAIQ39 é o único ETF na B3 com exposição exclusiva e rigorosa a esse tema. No
entanto, enxergamos o produto como uma posição complementar, e não como alocação central.
Índice (4/5) – O Indxx Artificial Intelligence & Big Data Index apresenta uma metodologia robusta, com processo
de pesquisa proprietário que diferencia empresas com exposição real à IA daquelas com envolvimento periférico.
A divisão entre Categoria 1 (desenvolvedores e provedores de AIaaS) e Categoria 2 (hardware e computação
quântica) é bem pensada e reflete a cadeia de valor real da IA. Essa classificação, no entanto, passa por definições
discricionárias. Os tetos por constituinte evitam concentração excessiva e garantem diversificação adequada
dentro do tema. A reconstituição anual pode tornar o índice um pouco mais lento para capturar novos players
emergentes de IA em comparação com metodologias que utilizam revisões mais frequentes.
Eficiência (3/5) – A taxa de administração de 0,68% ao ano é razoável para um ETF temático e especializado, mas
acima de ETFs de tecnologia amplos disponíveis como BDR. Tributariamente, o ETF segue o padrão dos BDRs:
dividendos recebidos pelas empresas da carteira são tributados em 30% antes de chegarem ao investidor e
sofrem ainda uma taxa de até 3% do banco depositário. O ganho de capital na venda das cotas é tributado em
15% via DARF.
Liquidez (4/5) – O mercado primário do AIQ na Nasdaq é altamente negociado, com patrimônio líquido elevado,
garantindo profundidade na criação e destruição de cotas do BDR na B3. O BAIQ39 conta com formador de
mercado contratado, o que contribui para controlar o spread e garantir liquidez ao longo do pregão. O volume no
mercado secundário da B3 ainda é mais limitado, mas a estrutura do fundo aberto e a liquidez dos ativos
subjacentes mitigam esse risco estruturalmente.

DISCLAIMER

Este relatório tem como principal função auxiliar o investidor a tomar decisões sobre seus investimentos, contudo,
a responsabilidade é única e exclusiva do mesmo por qualquer compra ou venda de ativos financeiros.
Cada pessoa tem um perfil de investimento, e deve sempre estar atento se este ativo, objeto desta análise, está de
acordo com o seu. Ressaltamos que este relatório não tem nenhuma promessa de ganhos futuros e existem
variáveis que podem favorecer, ou não, o valor mobiliário, as quais, não conseguimos prever com exatidão.
As informações contidas neste documento não têm garantia de acerto, e é aconselhado utilizar mais de uma fonte,
assim, o investidor pode tomar melhores decisões de seus investimentos. Todo investimento possui riscos, e o
leitor deste relatório deve estar ciente que existe o risco de perda do capital investido.
Para fins de transparência, informamos que este conteúdo é produzido mediante remuneração. Em razão disso, e
considerando as atividades do grupo econômico e/ou de partes relacionadas à produção e distribuição deste
relatório, podem existir potenciais conflitos de interesse, incluindo, sem limitação: (i) interesses financeiros e/ou
comerciais relevantes em relação ao emissor e/ou aos valores mobiliários analisados; (ii) eventual participação,
direta ou indireta, em operações de negociação envolvendo tais valores mobiliários; e/ou (iii) recebimento de
remuneração por outros serviços eventualmente prestados ao emissor ou a partes a ele relacionadas.
Nos termos da Resolução da CVM nº 20/2021, o analista Ricardo Penha Filho, CNPI 9178, responsável por todas as
informações do relatório acima, declara que as recomendações refletem única e exclusivamente o seu ponto de
vista, além de terem sido elaboradas de forma independente.

Ricardo Penha Filho
Analista CNPI 9178